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8º Encontro Cultural 12 abril | 16h30

“A Saúde na ilha das Flores: Retrospetiva Histórica e desafios futuros” é a temática do 8º Encontro Cultural que a Associação Amigos da Ilha das Flores (AAIF) promove no próximo dia 12 de abril, na sua sede social sita ao nº 89 da Rua do Peru em Ponta Delgada.
O objetivo do encontro, que está marcado para as 16h30, é o de fazer um ‘raio x’ ao estado da saúde na ilha das Flores, aos investimentos que têm sido feitos no Centro de Saúde, à importância da telemedicina que não funciona apesar de já haver fibra ótica, à deslocação de médicos especialistas ou à falta deles, ao papel da Força Aérea na evacuação de doentes, entre outros aspetos, sem esquecer de recordar os tempos em que se nascia na ilha das Flores, os investimentos feitos pela Base Francesa nos anos 60 ou a fundação do Hospital no século XIX.
Por outro lado, também o projeto social que é desenvolvido pela AAIF desde 2005  ao abrigo de protocolo de cooperação com as autarquias florentinas, mediante o qual acolhe pessoas carenciadas que se deslocam ao médico das Flores a São Miguel por motivos de saúde e que podem ficar hospedadas gratuitamente na sua sede que tem capacidade para 12 pessoas.
Após o debate segue-se um concurso de sobremesas com fins solidários cujas receitas reverterão para uma entidade ou instituição a designar, além da entrega de prémios, quer do concurso de sobremesas quer do torneio de cartas (sueca e king) que está a decorrer desde o dia 7 de março.
Esta é a 8ª edição do Encontro Cultural que se enquadra no Plano de Atividades da AAIF e vai de encontro aos seus objetivos de desenvolver atividades que promovam o bem estar dos naturais das Flores e daqueles com quem vivem, incrementando o intercâmbio com a ilha das Flores, realizando ações culturais, sociais ou desportivas e promovendo a própria ilha na globalidade do seu contexto regional, nacional e ultraperiférico da União Europeia. Nas edições anteriores foram debatidos temas tão diversificados como a História da ilha e a dupla ultraperificidade, a economia e o futuro da ilha, a sustentabilidade energética da ilha das Flores,  marinheiros do extremo ocidental da Europa e o património baleeiro, florentinos que se distinguiram ou a experiência associativa e migrante dentro do próprio arquipélago dos Açores.

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Intervenção da Associação Amigos da Ilha das Flores no 7º Encontro Cultural da AAIF

"Porque a paixão que nos une é maior que o mar que nos separa", intervenção de António Nascimento, da Associação Amigos da Ilha das Flores, no 7º Encontro Cultural da AAIF 13.04.2013



Antes da “ordem do dia” um aviso prévio…
É costume dizer-se que “equipa” que joga em casa tem certa vantagem sobre quem a visita… Seguindo essa lógica ser anfitrião implica em alguma superioridade… Isto considerando que as forças estão equilibradas…
Isto aqui não acontece… Perante a superioridade inequívoca dos nossos simpáticos visitantes e convidados o factor “casa” não conta… É nulo, absolutamente nulo…
E reportando-me a uma passagem bíblica que todos nós já ouvimos muitas vezes – “os últimos serão os primeiros e os primeiros serão últimos”… Cito-a ao contrário… Aqui os últimos são mesmo os últimos…
Deveria, como é comum nestas ocasiões, dirigir-me aos Ilustres Convidados, de forma protocolar… Senhora Representante de Sua Excia o Presidente do Governo Regional… Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada… Senhor Deputado… Senhora Professora Doutora… E daí por diante…
Mas, pedindo desde já desculpa, vou fazê-lo à minha maneira…

MEUS AMIGOS…
Ou então… MEUS QUERIDOS AMIGOS…
E melhor ainda… AMIGOS DO CORAÇÃO… Isto, porque entendo, que a AMIZADE que não vem e não está no CORAÇÃO é qualquer coisa menos amizade… Pode ser um sentimento ou uma simpatia… Nunca uma AMIZADE com letra maiúscula… E olhando à minha volta só vejo pessoas que estão de facto dentro do meu CORAÇÃO… 
Há algum tempo li, em qualquer parte, um provérbio que suponho ser chinês – há tanta chinesice por aí… Era mais ou menos assim: “quando fores falar certifica-te bem se aquilo que vais dizer é tão importante como o silêncio que vais quebrar”…
Eu não tenho bem a certeza se os “chinocas” têm razão… Mas admitindo que eles têm mesmo razão, só para os chatear vou continuar… 
E peço a DEUS que este sentimento não se transponha para vós, pois seria mais um negócio de sucesso para os nossos amigos de “olhos em bico”…
Também, como dizem alguns cronistas da comunicação social escrita, ”não vou utilizar as regras do acordo ortográfico” por opção minha, pois não concordo com elas… Portanto qualquer erro gramatical a culpa é dos “fazedores” de tais regras, para o desfecho das quais não foi tido nem achado… Mas se der algum “pontapé na gramática”, como dizemos às vezes, aí a culpa é partilhada…
Por mim que aceitei esta responsabilidade, que está muito para além da minha capacidade e pela minha simpática direcção que me colocou esta “batata quente” nas mãos…
  
Sou natural da mais “ocidental praia”, da mais ocidental Ilha Açoriana – a Fajã Grande… Ali nasci numa modesta casa de lavrador, precisamente, voltada para Oeste, no ano de 1941 – 20 de Setembro. Tive uma irmãzinha – a Madalena - que faleceu com 10 meses no dia em que eu fiz 3 anos… Sempre me considerei e me consideraram, filho único com todas as vantagens e as muitas desvantagens que tal situação implica…
Sou casado com a Maria Valentina, faialense e adepta ferrenha do Atlético, que “descobri” – foi a melhor e mais valiosa descoberta de toda a minha vida – no dia 19 de Março de 1966, quando depois de uma ausência de quase 4 anos, em consequência do serviço militar, que me levou a lugares e a situações” que nunca imaginaria… Era o dia da festa de S. José, patrono de nossa terra… Vi aquele “borracho”, então com 19 anos, na procissão… Perguntei a meu pai quem era, que me disse que era a senhora professora… É claro que não fiquei logo apaixonado mas impressionado com aquele “charme”… Daí ao namoro foi o espaço de um mês… Mas não foi fácil…
Casamos três anos e meio depois… DEUS deu-nos três filhos – duas filhas e um filho, de que muito nos orgulhamos… Estes por sua vez já nos presentearam com seis netos que, modéstia à parte, são os netos mais lindos do mundo…
Fui criado com mimos demais… Com todas as vontades e mais algumas, o que não era, de modo algum, benéfico… Bem pelo contrário… E eu aproveitei-me bem dessa situação e fazia o que queria e me apetecia… Usava e abusava desse “estatuto”… Minha avó paterna a duas tias solteiras que viviam connosco faziam tudo o que eu queria e mais alguma coisa…
Mas no que toca a meu pai e minha mãe a conversa era outra… Estes não me davam margem para as minhas “más criações”, como então se dizia… A minha mãe era pequenina mas tinha uma “genica”, levada da breca… Não brincava em serviço… Naquilo em que a minha avó e tias eram permissivas, ela compensava… Levava “porrada velha” em que predominava as “taponas” e os “beliscões torcidos”…
Meu pai era de poucas palavras mas de olhares e gestos que diziam tudo… Não me lembro dele me ter dado um beijo enquanto fui menino… Eu não compreendia e tinha muita pena, pois via os meus primos abraçar e beijar os seus pais e o meu empurrava-me quando tentava fazê-lo… Só muito mais tarde soube o motivo desse aparente desamor…Meu pai aos 32 anos, tinha eu alguns meses, contraiu uma doença que daquela altura era incurável e era altamente transmissível… A tuberculose… Tratou-se o melhor que era possível naquele tempo e foi dos muito poucos que sobreviveu… Teve uma vida difícil e limitada pelas sequelas daquela doença, mas graças a DEUS viveu até aos 72 anos…Tinha de deslocar-se ano sim ano não a Angra do Heroísmo ou Ponta Delgada, para consulta, exames de rotina e aquisição dos novos medicamentos que entretanto foram aparecendo… Não havia qualquer comparticipação estatal… Era tudo pago, pelo próprio desde as passagens ao alojamento e tudo o mais… Havia pessoas que vendiam algumas terras para tratar as suas doenças… E hoje reclama-se a torto e a direito da pouca e fraca ajuda da Segurança Social…
Quando me falam da crise que hoje vivemos eu, sinceramente, fico incomodado… Esta crise comparada com a que vivemos nas décadas dos anos 40, 50 e 60 na Ilha das Flores é uma brincadeira… Imaginam o que estar um mês sem qualquer meio de transporte, à espera de bom tempo e que o Carvalho Araújo e o Lima, chegassem às Flores, com bens essenciais esgotados e/ou racionados…
Não sou com certeza a pessoa certa para falar da crise, mas a situação que vivemos, faz-me recordar uma passagem bíblica do Antigo Testamento que todos se devem recordar… “O JOSÉ DO EGIPTO”…
É mais ou menos assim, em traços largos… O Faraó teve um sonho… Sonhou que havia sete vacas gordas e bem tratadas numa pastagem… Subitamente surgiram sete vacas magras, esqueléticas e famintas que devoram aquelas…
Teve ainda o Faraó outro sonho…
Sonhou que num campo de trigo havia sete espigas gradas e belas que subiam de uma mesma haste… Entretanto apareceram sete espigas mirradas e raquíticas que engoliram as espigas gradas e cheias… Alguém lhe disse que nas suas prisões havia um jovem hebreu que decifrava sonhos… Era o José do Egipto, filho de Jacob…
O Faraó mandou-o chamar e este disse-lhe, então, que as sete vacas gordas e as sete espigas gradas e cheias significavam sete anos de grande abundância e as vacas magras e as espigas mirradas, correspondiam a sete anos de carestia e miséria… Portanto que Faraó tivesse era realidade em conta… E o Faraó nomeou-o logo “ministro das finanças”… Vieram os sete anos de abundância, foi um tal amealhar e guardar para o que vinha a seguir e quando chegou a “crise” eles estavam bem prevenidos…
Nós não tivemos nenhum José do Egipto para no tempo das “vacas gordas e das espigas gradas”, nos alertar para o que vinha a seguir mas tivemos a Doutora Manuela Ferreira Leite – que mulher de feia, meu DEUS – ela nas Flores ficava solteira de certeza - e o Velho do Restelo Medina Carreira, que deram umas dicas em que ninguém acreditou…
E construíram-se imensos elefantes brancos, hipopótamos cor-de-rosa e até girafas azuis e o “sonho dourado” ficou-se por aí… Mas não foi só a nível governamental… Foi também a nível das famílias… Nós, eu e a Valentina, se desde há sete ou dez anos tivéssemos poupado, pelo menos, os nossos subsídios de férias e Natal, não estávamos tesos como agora estamos…
  
“PORQUE A PAIXÃO QUE NOS UNE É MAIOR DO QUE MAR QUE NOS SEPARA”…
É o “mote” do 7º Encontro Cultural da Ilha das Flores…
Eu ousaria acrescentar-lhe mais alguma coisa… O mar que nos separa e une, também nos “tempera” com o seu SAL, nos “revigora e dá força” com as suas ONDAS, nos “apaixona” pela sua BELEZA, ora calma e tranquila, ora violenta e implacável…
Costumamos dizer, em determinadas situações e perante certos acontecimentos: - FOI APENAS UMA COINCIDÊNCIA – FOI UMA QUESTÃO DE SORTE – ou então, FOI POR MERO ACASO…
Há algum tempo, li em qualquer lado, um escrito de não sei quem, que me levou a concluir que não é exactamente assim… Pelo menos para quem tem FÉ… E eu tenho FÉ,,,
A COINCIDÊNCIA, a SORTE. o ACASO, são situações que DEUS, inventa quando quer ficar no anonimato…
 Vou tentar prová-lo… Mas têm de ter FÉ também… Se não nada feito…
Vou procurar dar uma certa ordem cronológica aos factos…
Quando tinha 11 anos e acabada a instrução primária – nas Flores não havia ensino secundário naquele tempo – meus pais tentaram a todo o custo, colocar-me no Seminário…
Era uma saída… Se não a única, pelo menos, a mais prática e económica
Depois de diversas tentativas para me convencer – eu não queria estudar “nem a pau “e, muito menos, ser padre – levaram-me de visita a casa do Senhor Padre Pimentel, para ser ele a dar-me a volta… Depois de uma longa conversa de “pé de orelha” no seu escritório – minha mãe tinha ficado na sala de visitas com a D. Maria e a Emilhinha, o Senhor regressa à sala comigo e já absolutamente convencido e diz então para minha mãe: “Ó Oliviazinha julgo que o sacerdócio não é a vocação do nosso António”… Que alívio meu DEUS…
Primeira coincidência que vai ao ar – se vou para Padre, a Valentina tinha ido para freira… Certeza absoluta…
Um ano depois, meu pai que tinha um amigo de infância na Horta que por sua vez tinha um filho mais novo um ano, combinaram entre si que eu viria para o Faial estudar…
Ficaria em casa desse amigo de meu pai estudaria com o filho, a despesa seria mínima – naquele tempo o dinheiro era escasso – e tudo ficaria resolvido…
Não fazem ideia do filme… Eu gritava, berrava com um bezerro desmamado, não fazem ideia… Mas tinha aliadas… A minha avó e tias estavam pelo meu lado… Não queriam que o seu menino fosse embora para o Faial… Depois de muita luta lá consegui safar-me…
Eu queria era “esgravatar” nas terras, andar atrás das vacas, bezerros, porcos, coelhos cães, gatos e galinhas… Tudo o que era “bichinho” me agradava…
Assim fiquei por ali até aos 20 anos… Depois veio o serviço militar – quatro anos é muito tempo – e ao parar na Terceira encontrei alguns rapazes do meu tempo que tinha decidido estudar depois da tropa… 
Eu não me achava capaz, depois de 15 anos sem estudar… É certo que sempre lera muito e tinha uma certa cultura geral…
Mas o francês e o inglês… Lá me convenceram… Em menos de três anos lá consegui o 5º ano dos Liceus, que me deu possibilidade de ingressar na função pública…
Um dos meus principais animadores chamava-se José Noia… Ele dizia… Fazes isso com uma “perna às costas”… Não custa nada… Mas custou… O José Noia é o pai da nossa querida Sarita…

Outra coincidência… Não creio…

Nos princípios dos anos 50 – talvez 52/53 – o troço da estrada do porto da Fajã à Ribeira do Ferreiro foi adjudicado a uma Empresa de Construção do Continente – Pinto & Santos Lda. – creio eu… Pela primeira vez vimos um camião na nossa freguesia que veio pelo mar num daquele batelões que faziam as cargas e descargas dos navios… Como foi difícil pô-lo em terra… Ainda estou a ver… Toda a gente agarrada a um cabo a puxar ora num sentido ora noutro… Ao volante um tal Senhor Manuel Pinto que dizia cada palavrão que era de bradar aos céus…
Essa Empresa era liderada pelo Senhor Pedro Pinto, que era nem mais nem menos que o avô do Francisco… Eu gosto mais de lhe chamar Delfim… É nome do pai que é um amigo do peito e foi meu colega nos Tribunais e chegamos a trabalhar juntos na Praia da Vitória…
Será por acaso que o Doutor Francisco Pinto está hoje connosco…

Nos fins da década 50 e princípios dos anos 60, além das festas religiosas das nossas freguesias e vilas, havia uma que talvez por se realizar no maior centro populacional da ilha das Flores tinha uma maior afluência e grande participação…
Eram as Festas do Espirito Santo da Praça, em Santa Cruz… Sempre que podia e me era permitido lá ia… Numa destas oportunidades duranta os nossos passeios nocturnos em volta do largo – como se faz aqui no Campo de S. Francisco – deparei com uma miúda muito gira, mas bastante tímida… Tentei dizer-lhe uns “piropos” mas ela não me ligava nem um pouco… Alguém então me alertou… Tem cuidado porque se o pai dela sabe trata-te da saúde… Eu conhecia bem o pai e ele não era para brincadeiras… Era o Senhor Augusto Ferreira, pai da Maria Olívia, por sua vez mãe da nossa “charmosa” presidente…
Foi ou não foi uma sorte eu não me ter adiantado na minha tentativa de engate… E se o Augusto Ferreira me tratasse mesmo da saúde…
      
Ainda outro acaso…
Há cerca de 30 anos compramos um lote de terreno no Calço da Furna – Fajã de Baixo - para construir, como veio a acontecer, a nossa casa… O proprietário era o Senhor Mariano Álvares Cabral Miranda… No contrato promessa de compra e venda, datado de um de Fevereiro de 1983, aquele senhor foi representado pela sua filha a Senhora Doutora Maria Luísa Estrela Rego Miranda Chandler, aqui presente…
Tenho aqui o documento…
Quero ainda acrescentar que o nome da Doutora Chandler reúne duas famílias que nos são muito queridas e a quem devemos algum do nosso crescimento pessoal e espiritual… Henry e Gina Chandler e Conceição e José Estrela Rego, designadamente através do Movimento dos Cursilhos de Cristandade…

Isto aconteceu por acaso…

Finalmente, no último fim-de-semana mais exactamente de 4 a 8 de Abril, estive em Santa Maria… Com mais cinco micaelenses fomos participar num Cursilho de Cristandade…
Já conhecia o meio e as pessoas pois foi a terceira vez que ali me desloquei nestas lides apostólicas… Gente muito simpática que nos trata de um maneira incrivelmente fraterna… E têm uma culinária admirável… A Valentina diz que eu engordo uns quilitos sempre que lá vou… Adoro as sopas de nabo e o ensopado de borrego, que já degustei num dos seus jantares nas Portas do Mar… Os “biscoitos de orelha” e as “cavacas” também me agradam de sobremaneira…
Coincidência a semana passada estar em Santa Maria a falar de DEUS a um grupo de marinhenses e hoje estar aqui a meter DEUS no meio de todos nós… Também não creio… ELE está de facto no meio de NÓS… Tenho a certeza…

NADA ACONTECE POR ACASO… Será que ficamos que convencidos que as COINCIDÊNCIAS, a SORTE e o ACASO, são de facto cenários que DEUS inventa quando quer ficar escondido no anonimato…

Falando agora da nossa Associação… E já não é sem tempo… Vejo muita gente a bocejar, mas garanto que vou ser breve, embora não acredite muito na minha palavra neste contexto…
Porque criamos e qual o objectivo da nossa Associação…
Foi criada para servir… Quem não vive para servir não serve para viver… É este e só este o nosso lema…
O seu objecto “é desenvolver actividades que promovam o bem estar dos naturais das Flores e daqueles com quem vivem, bem como incrementar o intercâmbio com a Ilha das Flores, realizando acções culturais, sociais  ou desportivas e promovendo a própria Ilha na globalidade do seu contexto regional, nacional e ultraperiférico na União Europeia”…
É um objectivo ambicioso como podem ver…
Temos conseguido alguns, outros nem tanto… Mas norteia-nos algumas regras que temos de acionar sempre que necessário…
- Coragem para mudar o que pode e deve ser mudado…
- Serenidade para aceitar aquilo que não pode ou não deve ser mudado…
- Sabedoria para ver a diferença e distinguir uma coisa da outra, ou seja, o que não pode e não deve ser mudado…

A propósito de mudança gostaria, se me é permitido, de sugerir uma… Porque é que a nossa Associação não passa a ser “ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DAS FLORES E DO CORVO”… É que temos corvinos de muito peso nesta Ilha… E muito activos… O Rafael Nascimento – é Nascimento mas não é meu primo – é disso um exemplo… Sabemos que há burocracias a ultrapassar mas confio no provir…
Saudades da Ilha… São tantas… Por isso regressamos muitas vezes às origens… Isto revigora-nos… Beber a água viva das nascentes, dá-nos genica e purifica-nos… Anima e fortalece a nossa PAIXÃO, essa PAIXÃO que aqui nos une e alimenta…
Os nossos saborosos que de vez em quando partilhamos, os nossos costumes que recordamos e praticamos… Às vezes eu a Paula Amaral e outros mais, até falamos à “moda das Flores”… Os torneios de “sueca”, “King”, “dominó” e “matraquilhos”, animam os nossos serões…
Ver jogos de futebol – quem não é do Benfica está em minoria declarada – e discutir as jogadas e as faltas que o árbitro marca ou deixa de marcar…

Porque se migra…Porque se deixa a nossa terra… Ela é pequena é certo e não tem todas as respostas que gostaríamos que tivesse… Mas no que toca à sua beleza e fascínio ela é ilimitada… Daí termos de a deixar fisicamente… O nosso coração fica lá mas a Ilha vem connosco…
Temos, todavia, de dizê-lo com toda a verdade e franqueza… Estamos muito bem em terras do Arcanjo… A princípio há uma certa reserva… Natural desconfiança… Quem é este que aí vem… Mas depois são fixes… O micaelense é amigo do seu amigo… Posso afirmá-lo e demonstrá-lo… Sabem receber e recebem muito bem…
Quem tem experiência das Romarias como eu e o Fernando, pode falar dos momentos verdadeiramente fraternos que se vivemos nassas ocasiões… 

 A nossa Associação foi fundada a 19 de Fevereiro de 2003… Tudo começou no escritório de advogado de um dos nossos principais impulsionadores, Doutor Luís Paulo Elias Pereira, actual Presidente da actual Assembleia Geral… Foram 13 os fundadores… O número 13 já deixara de ser um número de “azar” desde 13 de Maio de 1917 – em Fátima – nos anos 60 com os 13 resultados certos no “totobola” e nós confirmamos o positivismo desse número, com os nossos 13 fundadores… Aliás hoje é o dia 13 de Abril…
Coincidência… Não me parece…

A AAIF foi declarada “Associação de Utilidade Pública”, em 21 de Setembro de 2009…
Uma ressalva que sempre esteve, está e estará na nossa génese…
Nunca tivemos, não temos e não teremos, qualquer conotação política…Tivemos, temos e queremos continuar a ter amigos políticos e na política… Mas só isto e apenas isto…
Estamos muito agradecidos a todos os que ajudaram a construir a nossa Associação por que sem essa ajuda não tínhamos chegado aqui…
Cito o Governo Regional, alguns dos seus Secretários, as Câmaras Municipais de Santa Cruz e Lajes e a de Ponta Delgada, algumas juntas de freguesia das Flores e a de S. Pedro aqui em S. Miguel, algumas Empresas florentinas e locais… O nosso obrigado a todos e queremos continuar a contar convosco para prosseguir o nosso rumo…
A nossa sede foi adquirida em 2004 e inaugurada em Outubro desse mesmo Ano…
Temos actualmente 310 sócios e as quotas estão quase – disse quase – todas em dia…
Em Maio de 2005, quando tivemos a nossa sede com condições de exercer um, senão a seu principal objectivo, passamos a receber pessoas das Flores que se deslocavam a S. Miguel por razões de saúde, a fim de consultarem médico e obterem os respectivos diagnósticos e tratamentos…
Até esta data foram recebidos e apoiados 1090 florentinos e entre eles, três bebés nascidos no HDES, que passaram a sua primeira noite pós-hospital na nossa sede…
Os números valem o que valem e para nós o que conta são as pessoas, mas este número equivale a mais de um quarto da população das Flores… Alguns terão sido repetidos é certo… A uma média de três dias por pessoa daria, quase 3 300…
Isto num hotel ou residencial a um preço médio de 30.00 euros, somaria + ou - 90 900 euros… Foi quanto a nossa Associação contribuiu para com os seus irmãos florentinos e estamos muito felizes por isso… Isto é apenas estatística… E essa só interessa na medida em que nos pode ajudar a AMAR e SERVIR MELHOR, quem de nós precisar ou vier a precisar…
Não referi que as pessoas que recebemos são-nos indicadas pelas nossas Câmaras Municipais, que têm sempre conta a triagem e a informação das respectivas juntas de freguesia…

Quase a terminar e a título meramente informativo, quero dizer, creio que em primeira mão, que vamos, brevemente, criar no nosso quintal, um canil…
É que na última 5ª feira, quando eu e a minha mulher, viemos disputar o nosso último jogo do campeonato da sueca, onde defrontamos e vencemos, sem apelo nem agravo, por 2-0, os anunciados vencedores da competição, José Manuel e Pedro Mata – desculpa José Manuel a nossa imodéstia, mas tínhamos que dizer isto para que o nosso prestígio fique público - ia então dizendo que na 5ª feira passada, deparamos com um simpático casal, que aqui estava de passagem, que tinha uma linda cadelinha, da raça “labrador”, adquirida no mercado local, a que deram o nome de “NINA”… Será influência da telenovela brasileira “AVENIDA BRASIL”…
Penso que se justifica, plenamente, o investimento no canil…

Vou acabar porque se há pedaço bocejavam, agora já dormem…
Antes porém mais uma história…

Um dos meus professores da Escola Primária, foi o Senhor Orlando Lourenço Soares, natural de Ponta Delgada… Era irmão João Lourenço Soares que foi faroleiro no farol nas Lajes e no Albanaz…
Era um homem fora do comum… Pintura, teatro, prosa e poesia, era com ele… Como professor nem tanto assim…
Lembro-me, porque me doeu e marcou um episódio passado na nossa Escola… Estava eu na 3ª classe…Como ia passar de classe - chama-se 3ª classe adiantada - já líamos o livro da 4ª classe…
Coube-me ler a primeira lição do livro… “SER PORTUGUÊS”… E rezava assim… “Quando alguém me perguntar a minha nacionalidade, devo sentir um orgulho santo e nobre ao responder… SOU PORTUGUÊS…
“Ser português é descender dos intrépidos lusitanos, que lutando bravamente pela sua independência venceram os afamados exércitos de Roma”…
Eu que no fim-de-semana anterior tinha estado a ouvir um relato de futebol em que o Benfica tinha dado cartas – em 1951 havia o Águas, o Caiado, o Salvador o Palmeiro, Ângelo, o Artur, o Costa Pereira, entre outros, que eram mesmo muito bons, bem melhores do que estes estrangeiros de agora – e o meu entusiasmo levou-me ao ponto de substituir o SER PORTUGUÊS por SER DO BENFICA…
No parágrafo seguinte repeti a frase SER DO BENFICA…
“Ser português – SER DO BENFICA - é descender dos intrépidos lusitanos, que lutando bravamente pela sua independência venceram os afamados exércitos de Roma”…
À terceira tentativa levei uma “tapona” que até vi estrelas e fui para o meu banco chorar as mágoas…
Muito tempo depois vim a saber que o Senhor Professor Orlando - aliás regente escolar – era um doente do Sporting… Estávamos na época dos cinco violinos – Vasques e Travassos… Não me lembro dos outros…
Mas recordo uns versos que ele fez sobre a Ilha das Flores… Era assim… 
Ilha das Flores… Que vives a sonhar…
Orgulho dos Açores… Ramalhete do Mar
Ó Ilha tão linda és… Que mais linda nunca vi…
Tens o mar a teus pés… A chorar de Amor… Por ti…
A CHORAR DE AMOR POR TI…

Intervenção da Casa do Triângulo no 7º Encontro Cultural da AAIF


"Casa do Triângulo: Origem, Objetivos e Problemáticas", intervenção de Francisco Pinto, da Casa do Triângulo, no 7º Encontro Cultural da AAIF 13.04.2013


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Intervenção da Associação de Marienses e Amigos da Ilha de Santa Maria no 7º Encontro Cultural da AAIF

A Ilha de Santa Maria no Contexto da Migração Interna”, intervenção de António Teixeira, da Associação de Marienses e Amigos da Ilha de Santa Maria (AMASM) no 7º Encontro Cultural da AAIF 13.04.2013




“A ilha de Santa Maria, como as restantes ilhas açorianas, são bem conhecidas como terras de emigração além-fronteiras nacionais e de destinos longínquos, particularmente rumo ao continente americano. Um fenómeno que ao longo dos séculos se processou de modos diferentes e por razões diversas, como:
  • As fomes, causadas por anos de infertilidade agrícola, um factor sempre poderoso para a deslocação das populações e que, segundo Frutuoso, determinou, já em 1579, a saída da primeira leva de emigrantes da ilha de Santa Maria, para o Brasil;
  • A pirataria e o corso, por que as nossas ilhas foram duramente fustigadas nos séculos XVI e XVII, causando grande sofrimento às populações indefesas e deslocações dramáticas para países estranhos, como aconteceu, em 1616, quando uma frota de barcos mouros turcos invadiu e saqueou a ilha de Santa Maria durante uma semana e levou 202 pessoas cativas para Argel, onde a maioria morreu;
  • A fuga à pobreza, e também ao serviço militar, e a vida dura e sem perspectivas para os jovens açorianos, que na segunda metade do século XIX optaram, muitas vezes, por emigrar clandestinamente nos barcos baleeiros de Nova Inglaterra, onde se fixaram depois de um duro e longo contrato de trabalho a bordo dos veleiros, de que se registam casos muito lembrados, ainda hoje, na ilha de Santa Maria;
  • E sobretudo o sonho dourado das terras da América e Canadá, que se processou com grande intensidade nos Açores em meados do século XX e, entre 1955 e 1985, reduziu a quase metade a população da ilha de Santa Maria.

Mas o povo dos Açores, e este é um aspecto histórico menos conhecido e menos abordado, também migrou dentro da sua própria Região - duma ilha para outra - por motivos económico-laborais e de realização pessoal e familiar, à semelhança do que acontece com a emigração para países estrangeiros.
Distingue-se, porém, desta por a terra de destino, como ficou claro, se situar dentro dos limites do próprio Arquipélago e, consequentemente, os problemas de desenraizamento e readaptação, que também lhe são inerentes, atingirem proporções menores, em face da maior afinidade social, cultural e afectiva existente entre a terra de origem e a terra de destino.
Na minha pequena ilha de Santa Maria, conheci deslocados de todas as ilhas açorianas – só uma pessoa do Corvo - que para aqui vieram residir. Este fluxo de migrantes açorianos foi fortemente condicionado por razões de trabalho e colocação profissional, em particular no «tempo dos americanos» e no apogeu do Aeroporto civil. Santa Maria tornou-se então como que «eldorado» dos Açores, a «América pequenina», como se dizia, a tal ponto que, incompreensivelmente e durante um curto período de tempo, chegou a ser exigido um termo de responsabilidade – a falada «carta de chamada» - dos residentes para aqueles que pretendiam aqui fixar-se, certamente com o fito de evitar uma superlotação demográfica julgada incomportável.
Outros profissionais não ligados aos serviços do Aeroporto procuraram igualmente Santa Maria no último século, nomeadamente jovens professoras do ensino primário, muitas das quais casaram nesta ilha, e pescadores da ilha de São Miguel, sobretudo de Vila Franca do Campo, que encontraram condições de vida mais favoráveis nesta terra, onde a densidade da população dedicada à pesca teve sempre um nível baixo. Ainda hoje, os vilafranquenses e os seus descendentes, já de segunda, terceira e quarta geração, têm uma presença marcante em Santa Maria, com repercussões não só na actividade piscatória, mas na vida social mariense em geral.
Foi, aliás, esta realidade que, a par do tradicional intercâmbio de pessoas e bens entre as duas comunidades, particularmente incrementado por uma ancestral relação comercial relacionada com o barro e a olaria e, mais recentemente, pela carreira regular e directa dos «barcos do Parece», justificou a proclamação oficial, em 1984, de Vila do Porto e Vila Franca do Campo como Vilas Irmãs.
O fenómeno da baleação – a pesca à baleia, como dizemos nos Açores - que imprimiu uma marca muito característica à vida social e cultural deste arquipélago, também deslocou para Santa Maria um número considerável de baleeiros doutras ilhas – na maioria oficiais e trancadores - muitas vezes com as suas famílias: numa primeira fase, no final do século XIX, do arquipélago de Cabo Verde e, posteriormente, a partir de 1937, da Graciosa, Faial, S. Miguel e principalmente das Lajes do Pico.
Por seu lado, o povo de Santa Maria também migrou dentro do Arquipélago, possivelmente para todas as ilhas, mas com maior incidência para as Flores, Faial, Terceira e, de modo muito especial, para a vizinha ilha de São Miguel, onde hoje reside um notável contingente de deslocados marienses, nas mais variadas actividades e situações.
Nesta ilha maior dos Açores, onde vive também um número considerável de migrantes de outras ilhas do Arquipélago, constitui um fenómeno curioso o espírito de coesão, a solidariedade e a sociabilidade que se desenvolveu e cimentou entre os deslocados provenientes da mesma ilha ou grupo geográfico de ilhas, materializado na criação de associações próprias, com os seus estatutos e objectivos de natureza sócio-cultural definidos.
Contam-se hoje três associações de ilha ou de ilhas em S. Miguel, integradas pelos naturais e amigos das mesmas: a Casa do Triângulo, a Associação Amigos da Ilha das Flores, que está a celebrar este ano o seu 10.º aniversário, e a Associação de Marienses e Amigos de Santa Maria (AMASM).
A AMASM foi criada, formalmente, a 11 de Março de 2011, tendo realizado o seu primeiro evento a 14 de Maio do mesmo ano, com um jantar de apresentação da Associação.
Entre os seus objectivos figuram, para além da promoção do convívio e união dos marienses e amigos de Santa Maria que residem em São Miguel, a divulgação da cultura e história marienses, o incremento do intercâmbio de pessoas e bens entre São Miguel e Santa Maria e, com especial realce, o fomento do turismo nesta ilha.
É ainda objectivo digno de destaque da AMASM, e alvo de especial empenhamento da sua Direcção neste momento, a aquisição e gestão duma residência, em Ponta Delgada, para apoiar estudantes marienses e doentes deslocados da ilha de Santa Maria oriundos de famílias carenciadas.
A AMASM visa ainda, no seu plano de actividades, promover a inscrição de sócios das comunidades ditas da "saudade", nomeadamente Lisboa e Faro, onde já existem alguns sócios, e Estados Unidos da América e Canadá.
Entre as actividades desenvolvidas pela AMASM, conta-se a realização de jantares convívio, muito alargados, com ementas típicas da ilha de Santa Maria, nomeadamente o já mundialmente apreciado «caldo de nabos», para angariação de fundos, que garantam a gestão corrente da Associação e a implementação dos seus objectivos.
Destacamos também a participação activa que a AMASM teve na "Semana Mariense de 2012", com encontros sobre diversas temáticas marienses, como a produção da «meloa de Santa Maria» e a baleação nesta ilha, tendo a associação desenvolvido um papel fundamental no sucesso desta iniciativa, organizada pela Associação Portas do Mar, em parceria com a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.
Podemos, pois, dizer que a nossa experiência associativa de ilha, nestes dois anos de existência, foi bastante positiva, pois não só dinamizou o estreitamento das relações entre os marienses, mas tem contribuído para fortalecer os laços entre as duas ilhas do oriente açoriano e constituído uma mais-valia para o enriquecimento sócio-cultural do meio onde vivemos e estamos inseridos” (Arsénio Puim)



Sr. Arsénio de Chaves Puim


Nasceu a 8 de Maio de 1936, na ilha de Santa Maria, freguesia de Santo Espírito, onde fez os estudos primários;
Frequentou depois o Seminário de Angra, onde completou o Curso de Teologia em 1960, tendo exercido a missão de pároco até 1976, em Santa Maria e São Miguel;
Foi co-fundador do Jornal «O Baluarte de Santa Maria» em 1977  e seu director até 1982, altura em que se radicou, com a sua família, em Vila Franca do Campo, onde continua a colaborar no jornal da sua terra e dá também a sua colaboração ao jornal local «A Crença»;
Exerceu funções  como autarca depois do 25 de Abril, tanto em Vila do Porto como em Vila Franca do Campo, até ao presente;
É autor de três obras sobre a sua ilha natal:
·        «A Pesca à Baleia na Ilha de Santa Maria» (2001)
·        «O Povo de Santa Maria - Seu Falar e Suas Vivências» (2008)
·        «As Ribeiras de Santa Maria - Seus Percursos e História» (2009). 

2013.04.13 - 7º Encontro Cultural da ilha das Flores

"Porque a paixão que nos une é maior que o mar que nos separa” foi o mote do 7º Encontro Cultural da Ilha das Flores que a Associação Amigos da Ilha das Flores promoveu no dia 13 de abril, com a participação da Associação de Marienses e Amigos da ilha de Santa Maria e da Casa do Triângulo. 
Um encontro que reuniu pela primeira vez as três associações para falarem da sua experiência associativa e migrante dentro do arquipélago dos Açores, refletindo à volta desta temática e partilhando vivências, sentimentos e preocupações. 
Do programa constaram dois painéis, que tiveram como moderador o jornalista Rui Goulart, o primeiro dos quais a cargo da Professora Gilberta Rocha que falou dos "Giros das Gentes Açorianas" e o segundo com intervenções de representantes das três associações presentes no evento. 
Seguiu-se a entrega de prémios do 'Torneio dos 10 anos da AAIF' (Sueca, King e Dominó) e uma degustação de sabores das ilhas.


Sessão de abertura e boas vindas pela presidente da direção, Susana Vaz
I Painel - Intervenção da Professora Doutora Gilberta Rocha, coordenadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores, intitulada "Giros das gentes Açorianas: o estrangeiro, o país, a região”, tendo o jornalista Rui Goulart como moderador





II Painel - Intervenção de António Teixeira, da Associação de Marienses e Amigos de Santa Maria, intitulada "A Ilha de Santa Maria no Contexto da Migração Interna”

II Painel - Intervenção de Francisco Pinto, da Casa do Triângulo, intitulada “Casa do Triângulo - Origem, Objetivos e Problemáticas"
II Painel - Intervenção de António Nascimento, da Associação Amigos da Ilha das Flores, intitulada “Porque a paixão que nos une é maior que o mar que nos separa”
Degustação de sabores das ilhas: vinho do Pico, pão caseiro de Santa Maria, 4 tipos de queijo e doce caseiro da ilha das Flores




Cartaz do 7º Encontro Cultural da AAIF

(Clique na imagem para ampliar)

7º Encontro Cultural da ilha das Flores - 13 abril


“Porque a paixão que nos une é maior que o mar que nos separa” é o tema do 7º Encontro Cultural da Ilha das Flores que a Associação Amigos da Ilha das Flores promove em Ponta Delgada no próximo dia 13 de abril, com a participação da Associação de Marienses e Amigos da ilha de Santa Maria e da Casa do Triângulo.
O encontro está marcado para as 16h00 e terá lugar na sede social da AAIF sita ao número 89 da Rua do Peru, reunindo pela primeira vez as três associações para falarem da sua experiência associativa e migrante dentro do arquipélago dos Açores, refletindo assim à volta desta temática e partilhando vivências, sentimentos e preocupações.
O programa do 7º Encontro Cultural é composto por dois painéis, ficando o primeiro a cargo da Professora Doutora Gilberta Rocha, coordenadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores com uma intervenção intitulada "Giros das gentes Açorianas: o estrangeiro, o país, a região”.
Do segundo painel consta a intervenção de António Teixeira da Associação de Marienses e Amigos da Ilha de Santa Maria, subordinada ao tema "A Ilha de Santa Maria no Contexto da Migração Interna”,  seguindo-se Francisco Pinto da Casa do Triângulo com “Casa do Triângulo - Origem, Objetivos e Problemáticas" e por último António Nascimento da anfitriã Associação Amigos da Ilha das Flores que fará uma intervenção sobre a própria temática do encontro: · “Porque a paixão que nos une é maior que o mar que nos separa”.
Segue-se um período de debate que terá como moderador Rui Goulart, jornalista da RTPAçores, terminando pelas 18 horas com a entrega dos prémios do ‘Torneio dos 10 anos da AAIF’, que decorreu nos últimos dois meses integrado nas comemorações do 10º aniversário da associação e do qual fizeram parte jogos de sueca, king e dominó, que contaram com a participação de duas dezenas de associados e amigos.

12-02-2011 Sarau Cultural

No passado sábado dia 12 de  Fevereiro realizou-se o 6º Encontro Cultural da Ilha das Flores.
No Auditório do Centro Cívico e Cultural de Santa Clara mais de 100 pessoas compareceram para o lançamento do disco “Das Flores …..Uma Voz” de Armando Meireles.
A apresentação do disco esteve a cargo de Sidónio Bettencourt. O Armando Meireles foi acompanhado à guitarra por Alfredo Gago da Câmara e à viola por Ricardo Melo. Também foi convidado o fadista Fernando Alberto.






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